quinta-feira, 24 de março de 2011

Quando sonho com o nirvana

Percebo que morro. Quando te vejo ou quando choro?

Não! Me limpo! Quando te vejo e quando choro.
Sinto aflição de querer, mas o quê?
Não sei aonde está o tão prometido oásis. Em mim ou na sua proteção?
Sei que o seu amor me protege de mim mesmo, isso é verdade. Me freia e me acelera.
Me dá saudade... da criança. Aquela que sonhava, brincava e sorria. Para onde ela foi?
Está passeando? Será que vai voltar?
Penso que está dormindo aqui do ladinho... meu ladinho.
Me embala nos braços? Naqueles braços da esperança morta e ressuscitada.
Quando me embala eu viro o louco, o bobo da corte, consigo te confundir e te faço gargalhar, mas eu choro sozinho. Sou tão só que quero te acompanhar, mas tenho sangue na respiração, então você se vai.
Para onde vai?
Me leva, ou então não vá. Sou eu quem devo ir, pois o penhasco me espera, mas não consigo pular. Segura minha mão para fazermos isso juntos, mas por favor, não me solte. Eu só quero voar um pouco para depois acordar.

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