A ardência do novo me persegue e eu persigo o passado. Quero transformá-lo em presente novamente, mas o novo está batendo à minha porta. Quer entrar, mas não sei se consigo deixar.
Preciso arrumar a casa que está tão empoeirada, por isso não posso receber ninguém. Nem uma visita.
Esse inchaço do nada tenta transmitir uma falsa esperança que as minhas manchas tentam apagar, mas o meu passado tenta resgatá-la.
O que você fez? Traga-me de volta. Não sei aonde estou, mas sei que você está aqui no meu lar. Você não entende nada e quer se mudar.
Já se foi?
Volta!
É um apelo de quem pouco te conhece.
Você que possui essa fórmula mágica da vida dê-me um pouco mais. Preciso sentir o calor de sua presença.
Se não puder voltar venha me visitar. Pelo menos de vez em quando. Venha e abra a porta desse lugar conhecido e amaldiçoado. Só você pode me libertar, então faça isso por mim...
Que luta! Prefiro ficar como único tempo que me resta: o agora.
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