sábado, 26 de março de 2011

O vampiro

Quando eu olho nessa janela iluminada de ossos me lembro imediatamente daquele gosto de beijo. Penso em suas mãos pesadas de desejos perdidos em um romântico, mas paro e penso que na verdade eu gosto é do profano que há em você. Peço a Deus para nunca permitir que eu me apaixone pelo romântico que há em você, não mereço isso, pois acho que estou ressecado pelo inexistente amor e não quero mais florir, então peço para me apaixonar pelo profano que há em você.

Quando penso no seu profanismo sinto a vontade de me apaixonar pelo romântico que há em você, mas não sei se consigo unir o profano com o romântico. Será que você consegue?

Sinto me acuado nesse momento e me vêem várias perguntas do tipo dúvida ou vontade? Acho que viver! Alegria ou medo? Acho que você! Eu ou eu? Acho que vontade! Eu ou você? Acho que medo! Viver ou morrer? Não sei!

Tais dúvidas me fazem desejar o sangue sagrado que há em suas entranhas e que saciam e alegram o meu vampiro ser, mas não posso doar mais nada que há em mim, pois minha raiz está quase morta e precisa ser regada, aliás, precisa ser alagada. Então percebo que descobri algo, eu sou o profano e você o romântico. 

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