Do que realmente ele tinha medo? Por várias vezes pegou o telefone para ouvir a voz dela e dizer que tinha saudade, mas tinha medo de não ser correspondido. Então mandou uma mensagem, outra mensagem e por várias vezes mandou mensagens, mas não obteve resposta. Ficou completamente fadigado, se entregou a grandes doses de vodka para ver se tinha coragem de ligar, mas o medo sempre falava mais alto: “E se ela não quiser mais me ver? Se não quiser mais falar comigo?”
Passou cinco dias sem uma notícia, e cinco noites tendo sonos intermitentes. O primeiro pensamento do dia era ela, o último também. Entre o primeiro e o último, milhares de vezes foi nela que pensou. Mas não queria ouvir o que ela tinha a dizer, tinha medo da rejeição, e por isso sofria aquela angústia que trincava seu ser. Não conseguia falar com ninguém a respeito, pois só de pensar na possibilidade da separação sofria como um louco. Perdia completamente o controle e o equilíbrio. Já não trabalhava direito, não falava direito, não comia direito e nem sorria e nem chorava. Estava se consumindo, apenas pensando e temendo.
Até que veio a tão esperada notícia, por mensagem: “Estou bem, estou internada e não tive como te avisar”. Imediatamente ele pegou o celular e ligou para ela. Ouvir aquela voz doce e tranqüila foi como ter todos os seus pecados redimidos, e em sua respiração trêmula transmitia tamanha aflição e alívio. Sem pensar ele foi para o hospital e só saiu de lá acompanhado. Por ela.
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