Passos monitorados pelo vento da solidão me fazem querer sair desse calabouço que há em mim. Até sinto conforto em estar aqui, mas preciso ter a luz, porém não me lembro qual é a sua cor. Às vezes minha memória cintila sorriso de algo que não conheço, mas sei muito bem o que é. É a asa que assopra e assombra o cantar da vida. Nessa vida existe um oco muito grande...lá e aqui nessa gruta pulsante. Do lado de lá está você e eu consigo ver a montanha azul onde fica sua selva encantada.
Voe...voe, porém mais baixo; não consigo subir e não sei voar, acho que nem caminhar. Talvez eu não consiga te dar a luz necessária para a sua sobrevivência e talvez seja esse o meu castigo: ter me tornado criatura de lama seca por dar vida a tantas outras.
Preciso de ar, dê-me ar, seja o meu ar. Vamos voar? Eu estou aqui, mas preciso que você me puxe novamente para o alto, para quem sabe, eu te alcançar outra vez.
vc é mesmo incrível nessa sua escrita tão doce e amarga, continue vendo o mundo por seus olhos incríveis...um forte abraço
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