Muita cerveja, algumas tequilas, muitos casos antigos, muitos casos novos e muita felicidade. Quando todos já estavam um pouco mais “autos” resolveram ir para a pista de dança, e lá dançaram. Ela simplesmente fechou os olhos e sentiu a musica, estava vibrando. Ficou assim por algum tempo, sentindo-se e sentindo a música. Quando ela abriu os olhos não o viu em sua frente, mas o mirou de longe. Tudo ficou em silêncio em sua mente. Era como se ela não visse mais ninguém ao seu lado e nem ouvisse nada. O foco foi somente ele. Ela não teve reação ao ver aquele beijo. Simplesmente saiu. Não conseguiu nem chorar. Pegou o carro e foi pra Praça do Papa. Ficou olhando a cidade. Não chorou. Não teve raiva. Ficou pensando na mentira. A mentira que vivia. A mentira dele. A mentira dela. Mas pensou mesmo na verdade. A verdade é que ele não a amava, gostava dela e a achava gostosa. A verdade é que ela o achava fraco, porém bem sucedido, e gostava dele. A verdade de que ela não era mais uma menina inconseqüente e sim uma mulher. Passou a noite ali pensando, e pensando viu o dia amanhecer. Foi pra casa e quando chegou ele estava aflito, deu um salto do sofá e a abraçou. Pediu perdão. Ela perdoou, mas não pelas verdades ou mentiras da vida de ambos. Ela o perdoou porque queria aquela vida. Queria ser feliz e aceitou que as pessoas erram, principalmente quando há tantas verdades e mentiras envolvidas numa relação. Ela o abraçou, sorriu e o convidou para tomar o café da manhã. Os dois tomaram o café em silêncio, apenas se olhando. Ali estavam se olhando como se estivessem fazendo um acordo: de que viveriam felizes e juntos. E apesar de tantas verdades e mentiras eles conseguiram e estão juntos...
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